Linfoma

LINFOMA

O que é Linfoma?

Linfomas são cânceres que se iniciam a partir da alteração genética de um glóbulo branco do tipo linfócito,que atua no sistema linfático. Da mesma forma como em uma Leucemia, as células começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada. Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra infecções. Ele está presente em todo o nosso corpo, sendo composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos linfáticos. Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e abdome. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

Os vasos linfáticos transportam um fluido claro chamado linfa, que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Essas células atuam como defesa contra infecções. Os gânglios linfáticos funcionam como filtros, retirando da circulação restos de células, bactérias e vírus que passam por eles. Se, por exemplo, você tem dor de garganta, poderá notar que os gânglios do seu pescoço poderão estar aumentados. Isso é um sinal de que seu organismo está combatendo a infecção.

Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e, portanto, é uma doença adquirida e não hereditária. Existem dois tipos de linfoma: Hodgkin (LH) e não-Hodgkin (LNH). O primeiro é caracterizado por ter apenas células com câncer no sistema linfático, enquanto o segundo possui células normais misturadas.

A incidência anual de linfomas praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento, mas alguns estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma. O linfoma de Hodgkin compreende cerca de 95% dos casos da doença, e pode ocorrer em qualquer idade, mas os jovens de 15 a 25 anos são os que mais recebem o diagnóstico.

Dentre os sintomas dessa doença, os que se destacam são o aumento dos gânglios linfáticos sem dor, aqueles carocinhos, que geralmente aparecem na região do pescoço, virilha e axila; febre e suor noturno; tosse e falta de ar; dores na região do tórax; perda de peso; aumento do baço e coceiras na pele.

O diagnóstico do linfoma é feito através de hemograma, tomografias computadorizadas, ressonância magnética, PET Scan e a biópsia do nódulo, no qual serão feitos testes de citogenética e imuno-histoquímica nas células para determinar o tipo do linfoma e seu estágio de desenvolvimento.

 

Tratamento:
O tratamento normalmente é feito em ciclos com quimioterapia para destruir, controlar e inibir o crescimento de células doentes.Ela pode ser oral ou aplicada direto no sangue, por meio de um cateter. Outros medicamentos para diminuir os efeitos colaterais do tratamento também são utilizados.
Outra forma de combater linfomas é a imunoterapia, fazendo com que o próprio sistema imunológico do paciente identifique as células cancerígenas para combatê-las.

 

TMO
O transplante de medula óssea é indicado quando o paciente não corresponde de maneira satisfatória aos outros tratamentos. Se a medula óssea não estiver comprometida nesse estágio da doença, o transplante feito será autólogo, quando o próprio paciente é o doador. Se o linfoma tiver atingido este órgão, será necessário encontrar outro doador 100% compatível.