Mielodisplasia

MIELODISPLASIA

A síndrome mielodisplásica é uma alteração na produção de células sanguíneas, realizada pela medula óssea. Durante a fabricação do sangue, as células nascem, amadurecem e passam por um processo de diferenciação, no qual se tornam plaquetas, glóbulos brancos ou vermelhos. A mielodisplasia acontece quando há um problema no amadurecimento das células e a medula passa a ter uma grande quantidade de células jovens, os blastos, que são incapazes de realizar as funções de uma célula diferenciada saudável.

A doença na maioria das vezes surge sem que sua causa seja identificada, porém, em alguns casos pode ser desenvolvida por causa de outro tratamento, como quimioterapia e radiação. Em alguns casos, a síndrome pode levar a um quadro de Leucemia Mieloide Aguda, no qual a medula para de produzir células saudáveis. O paciente que desenvolveu a síndrome apresenta anemia, sangramentos espontâneos, fraqueza e febre como sintomas.

A síndrome Mielodisplásica é dividida em sete grupos de doenças:

• Citopenia Refratária com Displasia Unilinhagem (CRDU)
• Anemia Refratária com Sideroblastos em Anel (ARSA)
• Citopenia Refratária com Displasia Múltipla (CRDM)
• Anemia Refratária com Excesso de Blastos-1 (AREB-1)
• Anemia Refratária com Excesso de Blastos-2 (AREB-2)
• Síndrome Mielodisplásica não Classificada (SMD-U)
• Síndrome Mielodisplásica Associada à Deleção Isolada do braço longo de Cromossomo 5

Tratamento

Em muitos casos, a fase inicial da doença não precisa de tratamento e deve ser monitorada por um médico. Nos casos mais graves, o Transplante de Medula Óssea é o tratamento mais indicado e o paciente passa por uma série de exames e análise de condições, para que seja encontrado um doador 100% compatível.

Outra opção é o tratamento com quimioterapia ou terapia biológica, que é menos tóxica e possui menos efeitos colaterais.